Ispa N1 Minuto | Newsletter #50 – Fevereiro 2025

Psicologia da Educação: A construir pontes entre o indivíduo e os contextos educativos

Vera Monteiro, Professora do Ispa – Instituto Universitário e codiretora do Mestrado em Psicologia da Educação


Estudar a forma como as pessoas aprendem e aplicar a ciência psicológica para melhorar o processo de aprendizagem e promover o sucesso educacional de todos os alunos é algo bastante complexo. Por esta razão os psicólogos da educação são fundamentais pois ajudam a compreender como as pessoas aprendem desempenhando um papel essencial na identificação e resolução das dificuldades de aprendizagem, garantindo que a educação seja acessível e eficaz para todos os alunos. Com base em evidências científicas, os psicólogos da educação apoiam os educadores na criação de ambientes que promovam o crescimento académico, psicológico, social e emocional do estudante.

A aprendizagem dá-se ao longo da vida e não apenas na escola, mas também no trabalho, em situações sociais e em muitas tarefas do nosso quotidiano. Deste modo, os psicólogos ao estudarem a forma como as pessoas aprendem numa grande diversidade de contextos tentam identificar as abordagens e as estratégias que tornam essa aprendizagem mais eficaz. Se, por um lado, a sua atuação mais visível ocorre nas escolas, onde apoia os estudantes na orientação para uma carreira, avalia e faz acompanhamento psicológico e psicopedagógico de forma a promover a resiliência e a saúde mental de alunos e professores, por outro lado, numa esfera menos conhecida, estes profissionais desempenham um papel relevante na prevenção e na consultadoria especializada, colaborando com diversos agentes da educação para construir uma cultura mais inclusiva, que valoriza a diversidade e fortalece o sentimento de pertença entre alunos e educadores.

Com a evolução da educação, a investigação científica em Psicologia da Educação tornase cada vez mais pertinente para enfrentar novos desafios, como a digitalização do ensino e o impacto da inteligência artificial na educação. Através da definição de políticas e práticas educativas fundamentadas em investigações sólidas, os psicólogos ajudam educadores e estudantes sobre como ensinar/aprender a trabalhar com as novas tecnologias de forma responsável.

Os psicólogos da educação desempenham um papel basilar na sociedade na promoção do bem-estar académico, psicológico, social e emocional. Para além da sua preocupação com o sucesso académico adaptando estratégias às necessidades de cada contexto educativo, o seu contributo estende-se ainda a iniciativas voltadas para a inclusão e a justiça social, garantindo que a educação seja equitativa e acessível a todos.

Álvaro Ferreira é psicólogo clínico e psicoterapeuta. Assistente hospitalar em Psicologia Clínica e coordenador da Unidade de Psicologia Clínica para adultos no Hospital CUF Descobertas, em Lisboa. Ispiano!

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Nome completo
Álvaro José Antunes Ferreira.

Idade
58 anos.

Situação familiar
Casado com a Maria, com quem em boa hora me cruzei e que desejo ter como companheira para a vida. Pai do Manuel de 30 anos e da Laura de 10 anos, filhos fantásticos, ponto mais alto da minha existência.

Local de nascimento?
Bairro de Alvalade, Lisboa.

Foi aí que cresceu?
Nesse bairro e no da Estefânia em Lisboa. Com o privilégio de passar durante a infância e a adolescência as então longas férias de Verão nas aldeias de avós e pais, entre Coimbra, Arganil e Figueiró dos Vinhos. A ruralidade faz parte da minha essência.

Se pudesse reviver algo da sua infância, o que seria?
Precisamente as vivências de aldeia, na relação com a natureza, paisagens e amigos, nas quentes tardes de Verão que não terminavam. A casa era a rua!

Lugar preferido?
Baixa, Chiado e Príncipe Real em Lisboa. Aí fui sempre feliz, em criança com a minha mãe, e em adulto em locais de escapadelas para “desintoxicar os dias”. Onde espero ficar para a eternidade!

Tem algum passatempo? E “mania”?
“Brincar a ser agricultor”, o contacto com a terra dá-me uma “paz feliz”. Mania, entrar nos aviões com o pé direito e não me deitar sem tomar um café (mesmo que apenas minutos antes), são também o meu direito à irracionalidade.

Uma coisa que faz melhor do que ninguém?
Dizem-me que cuidar, de Outros, dos meus…. “imodéstia à parte” compreendo e revejo-me.

O que o fascina?
A compaixão e as diferentes expressões do Amor, expressões únicas do Bem!

O que os outros gostam em si?
A disponibilidade e a capacidade de ouvir.

E o que gostam menos?
Acredito que a minha tendência para uma ironia por vezes cáustica.

O que queria ser quando era pequeno?
Veterinário de província, porventura por uma série que vi na televisão em criança, na altura em que existiam dois canais apenas. Mais tarde, Biólogo Marinho influenciado por Jean Jacques Cousteau. Felizmente, a tempo, compreendi que teria receio de fazer mergulho…

Como foi a sua formação e porque escolheu essa área?
Após o 12º ano entrei em Geografia (Universidade de Letras), tinha adorado a disciplina e essencialmente a professora no Liceu Camões onde fiz todo o ensino secundário. Rapidamente senti uma enorme desilusão e abandonei o curso. No ano seguinte, candidatei-me a Fisioterapia no Alcoitão, entrei e fiz o curso. Trabalhei cerca de dois anos, nomeadamente, em Paralisia Cerebral no Centro Calouste Gulbenkian. Foi uma experiência muito intensa e de grande implicação, mas fui-me apercebendo da minha apetência para a Psicologia. Candidatei-me ao ISPA e nos cinco anos seguintes fiz o curso de Psicologia como trabalhador-estudante, obviamente com a escolha pela Clínica.

Foi influenciado pelos seus pais ou familiares, nesta escolha?
Não sinto ter sido minimamente influenciado. O meu único irmão já era médico, e eu como fisioterapeuta mantinha-me na esfera da saúde. Porém, para mim, era clara a minha preferência pela vontade de conhecer o “Outro psicológico”.

Como é que iniciou a sua carreira profissional, e como foi esta correndo?
Iniciei as minhas funções como Psicólogo Clínico no Hospital de Egas Moniz em Lisboa, assim que terminei a licenciatura (na altura pré-Bolonha, de cinco anos). Destaco a minha intervenção na área da Infeciologia, nomeadamente com pacientes infetados por VIH e também noutras áreas da psicologia da saúde (oncologia, neurologia, genética, entre outras). Iniciei a formação como psicoterapeuta na Sociedade Portuguesa de Psicoterapias Breves Dinâmicas.

Como chegou ao Ispa?
Na altura o ISPA era realmente a universidade de referência na Psicologia em Portugal. E sabia por conhecidos da sua referenciação na linha da psicologia dinâmica. Não tive qualquer dúvida na escolha.

Maior orgulho, em termos profissionais?
Ter criado o ESCA – Espaço para a Saúde da Criança e do Adolescente, instituição multidisciplinar de saúde que reunia um fantástico conjunto de profissionais (psicólogos, terapeutas, médicos), tendo-me mantido ao leme deste projeto durante 12 anos. Foi um verdadeiro espaço de intervenção inovadora, conjugando clínica, arte, cultura, investigação.

Qual o maior obstáculo profissional que enfrentou?
Ter inesperadamente, ao fim de muitos anos no Sistema Nacional de Saúde, encontrado um modelo de chefia em que não me revia. Após muitos e muitos anos ter sido o contrário, com lideranças admiradas e respeitadas. Quando não se consegue modificar e não nos identificamos, resta sair. Foi o que fiz. Fica a grande escola e o muito que aprendi em hospitais do SNS (Egas Moniz, Júlio de Matos e Santa Maria).

O que mais o motiva, profissionalmente?
A relação com os pacientes, mesmo. Dos (milhares…?) com quem já trabalhei, de quase todos recebi muitíssimo. Devo a eles quase tudo o que cresci profissionalmente e em grande parte o que sou enquanto indivíduo.

Se tivesse sido algo completamente diferente, o que teria sido?
Agricultor e pastor, viver num mundo rural em contacto permanente com a natureza e com os animais (sempre com as pessoas que amo ao lado). Sei que se liga a uma idealização.

Tem sonhos?
Só posso ter, pois, gosto muito de viver! Se não sonharmos, morremos em vida, a pior das mortes! Desde logo, acompanhar o máximo possível o percurso dos meus filhos e dos meus netos.

Gostava de voltar a estudar?
Estudo permanentemente e todos os dias. Principalmente lendo o máximo que posso, romances, ensaios, poesia, autores clássicos e contemporâneos. Estudar “oficialmente”, não desejo!

Último livro que leu?
Leio sempre vários em simultâneo, consoante a necessidade e o prazer vou lendo um em particular. De momento, “As Benevolentes” (Jonathan Littell) intercalado com “Misericórdia” (Lídia Jorge). Permanentemente releio passagens de algum livro de Yalom, uma enorme referência na psicoterapia. O último livro que terminei foi “A Morte do Pai” (Karl Ove Knausgard).

Filme preferido?
Um do meu Top 30: “Tudo Sobre a Minha Mãe” de Almodóvar.

Música preferida?
Então música…….., uma à sorte do meu Top 100: “The Deer Hunter”, dos Shadows (banda sonora do filme “O Caçador”).

Imagem preferida?
A de uma criança a “rir com os olhos”!

O que é ser do Ispa?
É ter orgulho em dizer: “sou Ispiano”! Uma instituição que “fala por si”. Para mais tendo tido o privilégio de ter tido como professores verdadeiros mestres como Carlos de Jesus, Coimbra de Matos, Vítor Almada e a minha maior referência na Psicologia Clínica, Maria Emília Marques!

Que pergunta gostava que lhe fizessem?
“Quem foi preso em primeiro lugar pelo Tribunal de Haia, Putin ou Trump”?

O futuro da Educação Básica hoje

Mónica Pereira, Professora do Ispa – Instituto Universitário e codiretora da Licenciatura em Educação Básica

A Educação Básica é a base para a construção de sociedades justas e prósperas. Em Portugal, a escassez de educadores e professores tem sido um problema real e crescente. Como sublinha Fernandes (2024), Presidente do Conselho Nacional de Educação, na recente publicação do Estado da Educação, “o bem inestimável que é a educação” enfrenta desafios graves, apontando precisamente para a escassez de docentes e para a existência de alunos sem aulas.

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O Governo português reconheceu publicamente o problema e anunciou medidas (Decreto-Lei n.º 51/2024), que visam aumentar, a partir do próximo ano, o número de vagas nos cursos de Educação Básica. Esta medida tem um impacto direto nas Escolas de formação, como é o caso da Escola de Educação Ispa, e exige um olhar atento às necessidades formativas dos futuros docentes. Neste contexto, perspetivando-se um período favorável para a Educação Básica, pretende-se neste texto destacar, de forma sucinta, duas breves aspirações:

Nos contextos de Educação Básica: todas as crianças, o mais cedo possível. Sabe-se que, na realidade, as desigualdades na educação persistem (Fernandes, 2024), especificamente com as “novas demografias, que nos colocam desafios como a aprendizagem da língua portuguesa por parte dos alunos migrantes que não a dominam” (p.9). Garantir o acesso a uma educação de qualidade para todas as crianças, desde o nascimento, é assim fundamental para assegurar equidade e para promover desenvolvimento, sendo igualmente um direito consagrado. Nesse sentido, a inclusão dos 0-3 anos na Lei de Base do Sistema Educativo representa um passo importante que precisa de ser dado com urgência.

No ensino superior: a qualidade da formação docente constitui um ponto crítico para o fortalecimento da Educação Básica. A formação pedagógica no ensino superior representa (ainda) um desafio e será crucial que venha a assumir um papel central na formação dos futuros docentes. O conhecimento profissional docente é, conforme refere Nóvoa (2022), essencial para que os docentes possam exercer eficazmente a sua profissão. No mesmo sentido, Gonçalves (2024) indica que “a educação superior enfrenta o desafio urgente de reformular as suas práticas pedagógicas para melhorar a qualidade da educação e da formação dos estudantes” (p.258), apontando a pedagogia e a inovação pedagógica como a força motriz dessa mudança. A reflexão sobre “como se ensina no ensino superior” (Nóvoa, 2022) é essencial para garantir que os futuros professores desenvolvam as competências necessárias para enfrentar os desafios nos contextos. Da mesma forma, será igualmente importante avaliar as estruturas curriculares estabelecidas (e.g., Decreto-Lei n.º 9-A/2025), para evitar discrepâncias entre as diferentes componentes de formação, especificamente as que se relacionam com a formação pedagógica, como a área de Educação Geral e de Iniciação à Prática Profissional dos docentes, que podem, do ponto de vista legal, não estar a assumir a centralidade necessária.

Para finalizar, seguindo Vasconcelos (2009), apresenta-se uma última proposta para a Educação Básica em jeito de utopia: continue-se a imaginar uma cidade-escola, procurando-seequilibrar uma perspetiva do ‘aqui e agora’” no que toca à infância com uma visão da criança como “adulto-em-devir”, como “portadora do futuro” no presente, como sujeito de direitos e de responsabilidades, pequeno cidadão/cidadã de parte inteira. A pergunta mantém-se: “será assim tão difícil trabalhar para esta visão?” (p.172).

Referências bibliográficas:

Fernandes, D. (2024). O bem inestimável que é a educação. In C. Gonçalves & D. Fernandes (Coords.), Estado da Educação 2023 (pp. 5-15). Conselho Nacional de Educação.

Gonçalves, C. (2024). Por uma pedagogia inovadora na educação superior. In C. Gonçalves & D. Fernandes (Coords.), Estado da Educação 2023 (pp. 244-247). Conselho Nacional de Educação.

Nóvoa, A. (2022). Conhecimento profissional docente e formação de professores. Revista Brasileira de Educação27, e270129. https://doi.org/10.1590/S1413-24782022270129

Vasconcelos, T. (2009). Educação de infância e promoção da coesão social. In I. Alarcão (Coord.), Conselho Nacional de Educação (Org.), Relatório do estudo – A educação dos 0 aos 12 anos (pp. 141-175). Conselho Nacional de Educação.

 

Legislação:

Diário da República. (2024). Decreto-Lei n.º 51/2024. Diário da República, Série I.

Diário da República. (2025). Decreto-Lei n.º 9-A/2025. Diário da República, Série I.


Conheça os últimos artigos publicados.

Albuquerque, S., Henriques, M., Rosa, P. J., Delalibera, M., Neimeyer, R. A., Coelho, A., & Batista, J. (2025). Validation of the portuguese version of the Integration of Stressful Life Experiences Scale (ISLES) in a sample of bereaved individuals. Death Studies, 49(1), 21–30. https://doi.org/10.1080/07481187.2024.2334098

Andrade, J., Gonçalves, R. A., & de Castro Rodrigues, A. (2025). Does time work its magic? The relationship between time in detention and risk of violence and aggression. Deviant Behavior, 46(1), 56–67. https://doi.org/10.1080/01639625.2024.2328819

Babore, A., Trumello, C., Bramanti, S. M., & Brandão, T. (2025). Exploring the psychological outcomes of cancer diagnosis on parental role and parent–child relationships: Validation of the Italian Parenting Concerns Questionnaire (PCQ). Current Psychology. https://doi.org/10.1007/s12144-024-07258-w

Castro, C. M., & Neto, D. D. (2025). From healthy play to gaming disorder: Psychological profiles from emotional regulation and motivational factors. Journal of Behavioral Addictions. https://doi.org/10.1556/2006.2024.00077

de Waard, J., Theeuwes, J., & Bogaerts, L. (2025). Taking time: Auditory statistical learning benefits from distributed exposure. Psychonomic Bulletin and Review. https://doi.org/10.3758/s13423-024-02634-w

Esposito, F., de Lellis, F., De Cordova, F., & Briozzo, E. (2025). “Who’s breaking the law not us, them!”: Inside immigration detention in Portugal. American Journal of Community Psychology. https://doi.org/10.1002/ajcp.12784

Karademas, E. C., Roziner, I., Simos, P., Mazzocco, K., Pat-Horenczyk, R., Sousa, B., Oliveira-Maia, A. J., Stamatakos, G., Cardoso, F., Kolokotroni, E., Travado, L., & Poikonen-Saksela, P. (2025). Changes over time in self-efficacy to cope with cancer and well-being in women with breast cancer: A cross-cultural study. Psychology and Health, 40(1), 141–154. https://doi.org/10.1080/08870446.2023.2202205

Leitão, M., Pérez-López, F. R., Marôco, J., & Pimenta, F. (2025). Exploring weight management beliefs during the menopausal transition (ME-WEL project): A qualitative comparative study based on Health Belief Model. British Journal of Health Psychology, 30(1). https://doi.org/10.1111/bjhp.12779

Nimphy, C. A., Kullberg, M.-L. J., Pittner, K., Buisman, R., van den Berg, L., Alink, L., Bakermans-Kranenburg, M., Elzinga, B. M., & Tollenaar, M. (2025). The role of psychopathology and emotion regulation in the intergenerational transmission of childhood abuse: A family study. Child Maltreatment, 30(1), 82–94. https://doi.org/10.1177/10775595231223657

Peixoto, F., Niemivirta, M., & Pipa, J. (2025). Developmental trajectories of achievement goals and achievement in middle school students: Predictors and parallel processes. Learning and Individual Differences, 118. https://doi.org/10.1016/j.lindif.2024.102619

Ribeiro, P. R., & Neto, D. D. (2025). Therapeutic relationship through the lenses of the real relationship, therapeutic alliance and atachment to the therapist: In search of a synthesis. Counselling and Psychotherapy Research, 25(1). https://doi.org/10.1002/capr.12894

Santos, A. F., Fernandes, C., Fernandes, M., Bost, K. K., & Veríssimo, M. (2025). Attachment, feeling, and feeding: Associations between caregivers’ attachment, emotional and feeding responsiveness, and children’s food consumption. Appetite, 204. https://doi.org/10.1016/j.appet.2024.107729

Sebastião, R., & Neto, D. D. (2025). Longitudinal association of stress with mental health in the context of COVID-19: The mediating role of psychological flexibility and emotional schemas. Applied Psychology: Health and Well-Being, 17(1). https://doi.org/10.1111/aphw.12614

Sousa, M., Gonçalves, R. A., & Rodrigues, A. C. (2025). The INSIGHT program: Promoting sexual violence reduction alongside sustainable cognitive change and well-being. In Sexual Offenders and Sexual Offending: A Comprehensive Analysis. (pp. 331-356). Nova Science Publishers, Inc..

Theeuwes, J. (2025). Attentional capture and control. In Annual Review of Psychology (Vol. 76, Issue 1). https://doi.org/10.1146/annurev-psych-011624-025340


Fonte: Centro de Documentação do Ispa | SCOPUS

Carlos Lopes / Patrícia Santos

“Na Era do Ruído”: Carolina Frazão Expõe a Fragilidade Humana Através da Fotografia

A exposição “Na Era do Ruído”, de Carolina Frazão, reflete sobre a alienação e o impacto do mundo moderno na saúde mental. Através da fotografia, a artista captura a fragilidade humana, explorando o medo, a indiferença e a fragmentação do tempo. As suas imagens criam um diálogo visual que convida à introspeção e questiona a cultura do imediatismo. Num mundo acelerado, esta mostra provoca uma reflexão profunda sobre a necessidade de desacelerar e resgatar a essência humana.

10 de março de 2025| 16h30 | Galeria Mário Casimiro do Ispa – Instituto Universitário | Entrada livre

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Ciclo “Cinema e Saúde Mental”: ‘Voando sobre um Ninho de Cucos’

O ciclo “Cinema e Saúde Mental” prossegue com a exibição de Voando sobre um Ninho de Cucos, um clássico que questiona o poder das instituições psiquiátricas e a luta pela liberdade individual. Através da história de um homem que desafia o sistema, o filme convida à reflexão sobre saúde mental, controlo e resistência. Após a sessão, segue-se um debate moderado pelo Professor José H. Ornelas, promovendo um olhar crítico sobre as representações do tema no cinema e na sociedade.

13 de março de 2025| 20h00 | Auditório Armando de Castro – Instituto Universitário | Entrada livre

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CONFERÊNCIA | Avaliação de aptidões sociais e problemas de comportamento em idade pré-escolar: Da teoria à prática

A conferência “Avaliação de aptidões sociais e problemas de comportamento em idade pré-escolar: Da teoria à prática” integra o Ciclo de Conferências do Ispa, abordando a importância da intervenção precoce no desenvolvimento socioemocional infantil. A Prof.ª Sofia Major apresentará a versão portuguesa das PKBS-2, um instrumento essencial para educadores e famílias na identificação de dificuldades e promoção de competências em idade pré-escolar. A sessão explorará como avaliar comportamentos e aptidões sociais de forma eficaz, ligando a investigação à prática educativa.

18 de março de 2025| 12h | Sala de Atos – Instituto Universitário | Entrada livre

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CONFERÊNCIA | Heuristic Trust

A conferência “Heuristic Trust” integra o Ciclo de Conferências do Ispa, explorando os mecanismos mentais que orientam as nossas escolhas em contextos de incerteza. O Professor Joachim Krueger, da Universidade de Brown, revela como heurísticas sociais moldam a confiança interpessoal e influenciam a tomada de decisões. Através de uma abordagem baseada em investigação experimental, a sessão examina os atalhos cognitivos que determinam em quem escolhemos confiar e porquê.

26 de março de 2025| 14h | Sala de Atos – Instituto Universitário | Entrada livre

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Existe um conjunto de fatores que podem afetar a saúde mental da criança ou adolescente. Estes fatores podem ser designados genericamente de fatores de risco e de proteção.

Os primeiros referem-se a condições que aumentam a probabilidade de ocorrência de problemas de saúde mental, enquanto os segundos moderam os efeitos da exposição ao risco.

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Professora do Ispa impulsiona estudo da biodiversidade marinha com sequenciação genómica da anémona-do-mar

A Professora Ana Pereira, investigadora do Ispa – Instituto Universitário, impulsiona o estudo da biodiversidade marinha ao ver aprovada a sequenciação genómica da anémona-do-mar Actinia mediterranea no projeto europeu ERGA-BGE. Este avanço representa um marco na investigação sobre a adaptação e conservação desta espécie, essencial para os ecossistemas marinhos. A iniciativa reforça a relevância da ciência portuguesa em redes internacionais e sublinha o papel da genómica na proteção da biodiversidade oceânica face às crescentes ameaças ambientais.

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Ispa abre concurso para recrutamento de Professor Auxiliar em Psicologia Clínica

O Ispa – Instituto Universitário abriu um concurso para o recrutamento de um Professor Auxiliar em Psicologia Clínica, no âmbito do Concurso FCT Tenure – 1.ª Edição. A vaga, com contrato sem termo e dedicação exclusiva, integra a Unidade de Investigação William James Center for Research (WJCR), com foco na Psicopatologia da Criança e do Adolescente. Os candidatos devem possuir doutoramento em Psicologia, experiência em ensino e investigação, bem como um historial sólido de publicações científicas. As candidaturas decorrem até 21 de março de 2025.

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Ispa abre concurso para atribuição de contrato de investigação para Mestre em Psicologia

O Ispa – Instituto Universitário abriu um concurso para a atribuição de um contrato de investigação para Mestre em Psicologia, no âmbito do projeto “UNI_R: Integrated Response in the Promotion of Mental Health in Higher Education”. Inserido na Unidade de I&D APPsyCI, este projeto conta com financiamento da Direção-Geral de Ensino Superior (DGES) e visa reforçar a resposta à saúde mental no ensino superior. A vaga destina-se ao desenvolvimento de atividades de investigação, implementação e avaliação do projeto. As candidaturas decorrem até 28 de março de 2025.

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O Serviço de Candidaturas & Atendimento Académico tem como objetivo um contacto mais próximo e facilitado com os seus estudantes e candidatos, gerindo vários canais de atendimento, nomeadamente atendimento remoto.

Podem contactar-nos através de:
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