1 Abril, 2025
Candidaturas abertas para estudantes internacionais
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Psicóloga e psicanalista, com um percurso fortemente marcado pela intervenção política e cívica, destacou-se sempre na defesa dos direitos das mulheres. Maria Belo recebeu esta quarta-feira a mais elevada distinção académica.
O Ispa – Instituto Universitário atribui o título de Doutora Honoris Causa a Maria Belo, psicóloga e psicanalista, doutorada na área de Cultura Portuguesa, que se destacou também na política, como eurodeputada pelo Partido Socialista e no palco da defesa dos direitos das mulheres. Militante socialista desde 1979, Maria Belo foi responsável pelo projeto de lei de despenalização do aborto em Portugal, aprovado pelo parlamento em 1984. Foi também fundadora da 1ª Loja Portuguesa de Maçonaria Feminina e Grã-Mestre da Grande Loja Feminina de Portugal. Licenciou-se, com distinção, em 1964, na Universidade Católica de Lovaina, na Bélgica. Psicanalista desde 1965, Maria Belo foi docente em instituições prestigiadas e fundou o Centro Português de Psicanálise e a Fondation Européenne pour la Psychanalyse.
Maria de Jesus Andrade Belo recebeu agora a mais elevada distinção académica, proposta pelo Professor José H. Ornelas, do Ispa: “Maria Belo tem tido um papel relevante na Psicologia, no movimento das mulheres e na intervenção política nacional e europeia. Tem um percurso de reflexão crítica sobre a prática em Psicologia, protagonizando mudanças significativas na intervenção individual e na construção de novas abordagens relevantes para a compreensão dos fenómenos sociais contemporâneos.”
Maria Belo recebeu o título honorífico de Doutora Honoris Causa esta quarta-feira, dia 10 de julho, às 11 horas, no auditório Armando de Castro, do Ispa – Instituto Universitário. A distinção é concedida a personalidades que se tenham destacado pela sua reputação, mérito ou ação na sociedade.
Sobre Maria Belo
Maria de Jesus de Andrade Belo, nascida em 27 de abril de 1938 em Lisboa. Em 1964 completa a Licenciatura com distinção pela Universidade Católica de Lovaina (Bolseira de Investigação com a Professora Vergotte). Em 1984, conclui Provas Pedagógicas e Científicas em Cultura Portuguesa e Psicanálise FCSH_UNL no Departamento de Estudos Portugueses e no ano 2000 conclui Doutoramento na mesma Universidade na área da Cultura Portuguesa com Muito Bom por Unanimidade. A nível profissional, Maria Belo exerce desde 1965 até ao presente em clínica privada como Psicanalista. Entre 1964-1967 é Assistente Professor Frankard em dinâmicas de grupo em Lovaina; entre 1967-1968 é membro da equipa Instaladora do Centro de Observação médico-psico-pedagógico sob a direção do Professor Joaquim Bairrão Ruivo e entre 1968 e 1973 trabalha como Psicanalista no Hospital Psichiaryque du Havre e é encarregue de Trabalhos Práticos sob a direção de Prof. P. Feddida (1969-1971). É Membro da Comissão Diretiva do ISPA entre 1974 e1975 e exerce como docente no Instituto Superior de Serviço Social a disciplina “Conceitos Fundamentais de Psicanálise” entre 1977 e 1979. Entre 1978 e 1979 é docente da Faculdade de Ciênciais Sociais e Humanas da UNL na disciplina de “Psichistória”. Em 1979 é fundadora e Diretora da Revista “M”. Em 1984, assume o cargo de docente do quadro da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da UNL – Departamento de Estudos Portugueses sobre Estudos Femininos. Desempenha o cargo de Deputada no Parlamento Europeu entre 1888 e 1994 e entre 1994 e 1998 – Membro da Assembleia Municipal de Lisboa. Também nos anos 90, é Fundadora do Centro Português de Psicanálise (1993) e é membro da Association Lacanienne Internationale e membro fundador da Fundation Europeènne pour la Psychanalyse (Paris). Maria Belo participa em diversas publicações das quais se destacam “Experiências à deriva, Paixões religiosas e psiquiatria na Europa” [coordenado por Tiago Pires Marques]: Cavalo de Ferro; “Un refuge dans ce monde impitoyable – La famille assiégée” [Christopher Lash]: Bourin Editeur e “La réligion dans la démocratie e Le désanchantement du monde” [Marcel Gauchet]: Gallimard. Recebe diversas distinções das quais se destaca em 1988 – Condecoração pelo Presidente da República com o Grau de Grande Oficial da Ordem Infante D. Henrique.
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